É preciso escolher presentemente.
Esta é uma regra básica dos manuais de sobrevivência na selva de pedra dos nowadays, e já não é novidade pruma geração nascida entre as torres de livros de auto-ajuda mais vendidos, traduzidos para todas as línguas do Ocidente e do Oriente ocidentalizado. Eis uma idéia que colou: aproveite o dia. Olhamos para ela sempre simpatizados, e quando ouvimos de outra pessoa que a pronuncie, sendo ela intelectual respeitável ou simplesmente uma pessoa entre o segundo e o terceiro uísque, acenamos afirmativamente com a cabeça, com a gravidade de quem concorda muito. Terceirizamos a idéia, damo-lhes como conselho e lema de vida, vendemo-lhes como resolução terapêutica. Aos jovens e velhos é com o mesmo caráter de especialidade que aconselhamos, como se fosse uma idéia feita praquela geração específica. Meninas, aproveitem enquanto são crianças. Moças, aproveitem enquanto são jovens. Lobas, aproveitem que já são lobas. Velhas, aproveitem enquanto há saúde.
Uma vez, um amigo, torcido que é o nariz pros velhos clichês importados do nosso impregnado discurso pseudo-psicológico, disse-me que preferia pensar em viver cada dia como se fosse o primeiro. Gosto da idéia. E assimilando-lhe agora como prática, que idéias meramente idéias não enchem sopa e nem fazem ninguém feliz, passo a pegar nela.
Esta é uma regra básica dos manuais de sobrevivência na selva de pedra dos nowadays, e já não é novidade pruma geração nascida entre as torres de livros de auto-ajuda mais vendidos, traduzidos para todas as línguas do Ocidente e do Oriente ocidentalizado. Eis uma idéia que colou: aproveite o dia. Olhamos para ela sempre simpatizados, e quando ouvimos de outra pessoa que a pronuncie, sendo ela intelectual respeitável ou simplesmente uma pessoa entre o segundo e o terceiro uísque, acenamos afirmativamente com a cabeça, com a gravidade de quem concorda muito. Terceirizamos a idéia, damo-lhes como conselho e lema de vida, vendemo-lhes como resolução terapêutica. Aos jovens e velhos é com o mesmo caráter de especialidade que aconselhamos, como se fosse uma idéia feita praquela geração específica. Meninas, aproveitem enquanto são crianças. Moças, aproveitem enquanto são jovens. Lobas, aproveitem que já são lobas. Velhas, aproveitem enquanto há saúde.
Uma vez, um amigo, torcido que é o nariz pros velhos clichês importados do nosso impregnado discurso pseudo-psicológico, disse-me que preferia pensar em viver cada dia como se fosse o primeiro. Gosto da idéia. E assimilando-lhe agora como prática, que idéias meramente idéias não enchem sopa e nem fazem ninguém feliz, passo a pegar nela.
Tragamos o velho e bom discurso do aconselhamento pra vida e pras relações e pras pequeniníssimas decisões que nos esperam à mesa de um bar, na locadora de filmes, no sexo, na cor do esmalte. Deixemos de lado a beleza da contemplação do latim do Carpe Diem e passemos à sua utilidade prática. É parar de ler o manual de instrução pra brincar com o brinquedo novo. É parar de teorizar a vida no divã e ir vivê-la, no presente, no presente, com laço de fita. É parar de ler tais divagações ideais, que por coincidência findam-se nesta linha, e fazer qualquer coisa pela qual se sorria

1 Comments:
desculpa, mas nao deu pra nao comentar...
e só keria dizer q...
É isso...
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