sábado, maio 17, 2008

1, 2, 3, 4, 5, 6, SETE!

Impulsivas, sem vaidades, jogam-se na fogueira
Com lágrimas
Apagam as chamas, lavam as almas
Riem das cinzas.

As sete - dó, ré, mi, fá, sol, lá, si
Embolam-se, misturam-se, arranjam-se
Entre consonâncias e dissonâncias
Das sete bocas para os quatorze ouvidos
Revelam-se:
Músicas.

Azaléia, rosa, margarida, violeta, gerânio, flor de lis, orquídea
Flores de um mesmo jardim, unem-se, despetalam-se
Rodopiam, giram, viram girassóis que sós jamais.
Transformam-se, gritam:
- Que girem os sóis!

Brancas, rosas, pretas, vermelhas, azuis, verdes, roxas
Miscigenação, num mix de ações
Resumem-se:
Amarelas, amar elas.

Sentimentos voluntários movidos pela confusão
- d.e.l.i.c.i.o.s.a fusão -
De coisas vivas que cairam dos céus.

(...)

Now, i belive. #7 tis the perfection´s number.

4 Comments:

Blogger Arnaldo Vieira said...

Nao sei o que comentar, mas confesso que fiquei imaginando um enorme girassóis amarelos girando ao som de "hare krishna, krishna krishna, hare hare" (nao pergunte pq)...rsrsrs
e tinha um mar do lado
a(o)mar elas...
=P


P.s: Juliana tem 7 letras (mas vc ja deve saber disso..rsrrs)...

10:34 AM  
Blogger Rômulo Pacheco said...

puta que pariu juliana
muito bom o.o
gostei mesmo pow
bjo =*

3:09 PM  
Blogger Unknown said...

Que lindo! Minha Juh, não sabia da existência desta poeta na família. Linda poesia! Um beijo! Dois, três , seis, mil beijos!

6:37 AM  
Blogger Fóssil said...

O número 7 é mágico, hein? ^^

Grande poetisa... sabe, esse jeito de brincar com as palavras é para poucos, e tem muita gente que faz isso sem transmitir nada no texto. Não é o caso do teu poema. Saber extrair profundidade das coisas simples é um dom. Parabéns ^^

7:47 PM  

Postar um comentário

<< Home